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O Rio de Janeiro foi a segunda cidade com a locação mais valorizada em junho, com R$ 31,63/m²/mês. Foto: Porto Maravilha.com/ Divulgação Offices - Postada em: 01/11/2017

Absorção líquida de escritórios tem maior nível trimestral no Rio

Preço de locação de unidades de alto padrão concluiu período com R$ 101,20/m2/mês

 

Diferença entre ocupações e devoluções, a absorção líquida de escritórios classificados como A e A+ na cidade do Rio de Janeiro concluiu o terceiro trimestre com saldo positivo de 16,9 mil m2, o maior nível de ocupação nesse ano. É o que indica uma nova pesquisa divulgada pela consultoria multinacional Newmark Grubb Brasil.

A maioria das regiões de imóveis comerciais de alto padrão da metrópole carioca apresentou movimentação na demanda durante o período. Mesmo assim, a consultoria estima que 2017 deverá registrar um balanço negativo. Porém, a retração deverá ser mais suave que a registrada no ano passado.

Já a absorção bruta (ocupação em geral) entre julho e setembro alcançou 27 mil m². Ao longo do ano foi observada a devolução de espaços em edifícios ofertados a preços elevados. Dessa forma, o valor pedido para locação dos escritórios classe A e A+ fechou o trimestre em R$ 101,20/m2/mês, uma alta de 1,7% sobre idêntica etapa de 2016. Na comparação com os três meses anteriores, o aluguel barateou 1,3%.

A zona sul se manteve como a região carioca mais valorizada, apresentando o mais alto preço pedido médio e os maiores patamares de valores mínimo e máximo. A acomodação dos custos das locações tem se mostrado muito pouco efetiva para exercer maior atração da demanda e reverter o cenário de recessão em que o mercado do Rio se encontra.

Vacância

Indicador que apura a quantidade de imóveis vagos por meio do cálculo em relação ao total de m2 úteis de espaços, a taxa de vacância nos empreendimentos de alto padrão do Rio de Janeiro novamente mostrou leve incremento e fechou em 36%, o mais alto da história. O novo estoque entregue e as devoluções de unidades em algumas regiões da cidade resultaram em um pequeno aumento na área disponível.

Em relação aos três meses anteriores, o índice ficou praticamente estável, com alta de 0,3 ponto percentual (pp), enquanto que na comparação anual houve salto de 9,2pps. A região do Porto e da Cidade Nova, permanecem sendo as mais afetadas dentre as demais com as mais altas taxas de vacância, uma vez que o volume de estoque nas mesmas é menor, sendo mais suscetíveis à oscilações no caso de qualquer variação na área vaga.

Entretanto, a ocupação de edifício recentemente entregue no Porto, resultou em queda na taxa de vacância na região.

Estoque

A entrega de novo estoque influenciou para o aumento da taxa de vacância na cidade. O volume de empreendimentos classe A e A+ entregues no trimestre foi superior ao dos três meses anteriores, acumulando 148 mil m2, um aumento de cerca de 7%.

A previsão é de que sejam entregues mais 60 mil m2 para 2017, podendo elevar em 9% o estoque de edifícios de alto padrão nas regiões pesquisadas, agravando ainda mais a situação da alta taxa de vacância.

 

Informações: www.newmarkgrubb.com.br

 

Foto:  Porto Maravilha.com/ Divulgação