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seguro residencial Guia de compra - Postada em: 27/09/2019

Aluguel como fonte de renda: seguro é protagonista na garantia de entrada de recursos

Arnaldo Bechara

Talvez o bem mais valioso que cada um irá adquirir em sua vida esteja relacionado à moradia e, para este bem, há algumas opções de uso, seja próprio para estabelecer um lar, ou seja como fonte de renda, por meio do recebimento de aluguéis fixos ou de temporada. Para quem mantém um imóvel como investimento e depende do rendimento do aluguel, uma das principais questões na hora de fechar um contrato é definir qual o tipo de garantia locatícia utilizar, principalmente porque elas podem ser mais ágeis ou mais lentas, a depender da característica da negociação. Entre as modalidades disponíveis no mercado, o uso do fiador ainda é o mais comum e, de acordo com dados do Secovi-SP publicados em abril, 45% dos contratos firmados na cidade de São Paulo foram fechados com essa garantia. 

Nesse tipo de contrato, um terceiro se responsabiliza pelo pagamento do aluguel, em caso de inadimplência. Mas essa é uma modalidade que apresenta diversas restrições de uso. O próprio Secovi faz um levantamento de ações locatícias na cidade de São Paulo, aquelas que apontam problemas no cumprimento do contrato de locação, e constata que em junho, as que são relacionadas a problemas de pagamento, ou inadimplência, chegam próximo dos 90% do volume de ações. No acumulado do ano, 88% das ações são relacionadas ao pagamento do aluguel. 

Fazendo uma correlação direta entre os dois indicadores, podemos afirmar que o modelo atual de garantia não tem sido eficaz para impedir que donos de imóveis mantenham a fonte de renda originária da locação do imóvel. Outra modalidade que aparece com frequência é a do cheque ou depósito-caução, que é limitado a três meses do valor do aluguel. Como essa garantia precisa ser apresentada como condição para a locação, o inquilino precisa ter um montante de dinheiro logo de início para conseguir fechar o contrato. Caso o prejuízo do proprietário ultrapasse o valor combinado, a solução será por vias jurídicas, assim como no caso de não pagamento pelo fiador. Ambas as situações podem dificultar a retomada do imóvel, ou mesmo da rentabilidade do investidor que disponibiliza a unidade para locação.

É nesse contexto que o seguro-aluguel se torna a alternativa mais atraente e facilitadora para o investidor. O levantamento do Secovi-SP mostra que 17% dos contratos de aluguel na capital paulista em abril, último dado disponível, utilizaram essa alternativa. O mercado manteve essa média nos primeiros meses do ano, o que mostra uma consciência maior para esta prática mais recomendada de garantia, já que o seguro é a única modalidade que garante o pagamento ao proprietário até o fim do contrato, sem que ele tenha que entrar com ação judicial para obter o valor dos aluguéis.

As contratações de seguro-aluguel na Tokio Marine têm reforçado a importância de considerar o seguro também no planejamento financeiro dos inquilinos. Há ainda alguns facilitadores adicionais em relação ao seguro. O primeiro é em relação à documentação, que pode ser enviada para análise de forma 100% digital, isto permite que a liberação das chaves possa acontecer em poucas horas. Outro simplificador é o pagamento do seguro, que pode ser feito ao longo do ano, facilitando ao inquilino a incorporação do valor do seguro ao processo de locação. Os diversos serviços incorporados na assistência 24h são também grandes aliados do inquilino e do proprietário.

O seguro aluguel, apesar de ser uma proteção que pode ser usada também por empresas, tem registrado maior procura para aplicação em imóveis residenciais. Muito em razão dos novos hábitos de moradia e a busca de maior flexibilidade para mudar de endereço. Especialmente entre a faixa etária entre 25 e 45 anos, onde é frequente o início de independência financeira e de reengenharia familiar. 

Certamente o seguro-aluguel é uma solução para quem precisa locar um imóvel de forma ágil do ponto de vista do inquilino, mas que também garante tranquilidade para o proprietário. Por isso, na hora do contrato de aluguel, é importante que o planejamento financeiro também considere essa proteção, que acrescenta segurança às transações e contribui para um equilíbrio financeiro no longo prazo.  

Arnaldo Bechara é diretor de precificação e riscos diversos massificados da Tokio Marine
Arnaldo Bechara é diretor de precificação e riscos diversos massificados da Tokio Marine

* Com 15 anos de experiência no mercado de seguros, Arnaldo Bechara é diretor de Precificação e Riscos Diversos Massificados da Tokio Marine. Formado em Ciências Atuariais pela PUC-SP, tem especialização em Gestão de Negócios pela FIA.  

Informações: www.tokiomarine.com.br