Acesse as melhores dicas
e informações do mercado
mercado Mercado - Postada em: 06/08/2018

Bradesco prevê retomada do mercado imobiliário em 2019

Banco vê que setor encontra-se 60% do volume de 2013, intervalo antes da recessão nacional

 

Depois de amargar a crise da economia brasileira, especialmente em 2015 e 2016, o mercado imobiliário deverá retomar seu crescimento em 2019. O setor foi reduzido a 50% do seu volume máximo, obtido em 2013, nível que se encontra atualmente em 60% apesar da melhora recente. É o que estima o departamento econômico do Bradesco.

O Bradesco destaca que, após três anos em retração, a retomada das vendas de imóveis residenciais começou em 2017 e deverá se acelerar no próximo ano, beneficiado pela economia e pelas medidas anunciadas pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), que amplia o teto do valor dos imóveis financiados pelo SFH (Sistema Financeiro da Habitação) até R$ 1,5 milhão.

A captação positiva da caderneta, importante recurso para o crédito imobiliário, com maior volume de depósitos e o maior apetite das instituições financeiras em conceder financiamento também contribuem para a retomada do mercado.

São Paulo

O banco também salienta que, mesmo com progressão modesta no último ano, especialmente com o bom resultado do quarto trimestre do período, o setor foi impulsionado pela performance do mercado imobiliário paulistano. As melhores condições de crédito, preços mais acessíveis de imóveis, elevação da renda real e da confiança do consumidor foram aspectos que contribuíram para a recuperação da demanda por unidades residenciais na metrópole.

O desempenho do primeiro trimestre desse ano reforçam a trajetória positiva das comercializações, com altas mais intensas que 2017.

Panoramas regionais

Na avaliação do Bradesco, ainda que haja fatores para moderar o ritmo de crescimento do setor nos próximos meses, como a taxa de desemprego e uma possível interrupção da melhora da confiança dos consumidores, as medidas destinadas para o crescimento do crédito imobiliário divulgadas pelo CMN deverão ter impacto positivo no mercado ao longo dos próximos anos.

Por outro lado, o banco ressalta que as disparidades regionais deverão ser mantidas nos próximos meses, com recuperação em velocidade distinta nas economias locais. De acordo com o estudo da instituição, o Nordeste e alguns estados do Sudeste deverão ter um ritmo mais lento de recuperação econômica, especialmente por conta das taxas de desemprego.

Nas regiões Sul, Centro-Oeste e Norte, de modo geral, já apresentam retomada mais clara da atividade e deverão liderar o crescimento da economia nacional em 2018 e 2019.

Mesmo com as condições semelhantes de crédito em todas as regiões, a diferença de criação de vagas formais esperada para os próximos meses deverá determinar as diferentes velocidades de retomada no mercado imobiliário em cada cidade e região.

Lançamentos e oferta

Com o crescimento da demanda, as incorporadoras voltaram a lançar projeto. Com um percentual significativo das vendas ocorre na planta – historicamente, em São Paulo são mais de 65% das comercializações ocorrerem antes do início das obras –, a volta dos lançamentos beneficia a procura por novas unidades, tendo efeitos nas vendas no início do ano.

Dessa forma, a oferta de novos imóveis reduziu de 154 mil unidades no final de 2016 para 123 mil residenciais no primeiro trimestre desse ano. Considerando a velocidade média de vendas de cada período, o tempo para que as unidades disponíveis sejam todas esgotadas passaram de cerca de 23 meses para 17 meses. Esse aspecto reforça, na análise do Bradesco, o cenário de um mercado imobiliário mais ajustado ao novo patamar de demanda.

Estoques mais ajustados recolocam o setor em um equilíbrio mais favorável às empresas, com melhores nas perspectivas de preços.

 

Informações: www.bradesco.com.br