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piscina Decoração - Postada em: 20/09/2017

Como aproveitar as piscinas de uma forma relaxante e segura

Com o aumento da temperatura, os locais passam a ter mais utilização nos condomínios e merecem atenção em relação à inspeção dos seus itens e equipamentos

 

Acidentes em piscinas são frequentemente veiculados na mídia, sendo certo que, em sua maioria, os sinistros guardam relação com instalações inadequadas e equipamentos comprometidos por falta de manutenção ou uso indevido. É obrigação do condomínio garantir a segurança de seus banhistas, por meio da segurança de suas instalações, da balneabilidade da água, do aspecto sanitário das instalações e do comportamento responsável e defensivo de seus usuários.

Em relação ao comportamento preventivo, o Ibape/SP (Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias em Engenharia de São Paulo), recomenda que as informações aos banhistas devem ser dispostas em local e tamanho visíveis, inclusive com ilustrações compreensivas a analfabetos, contemplando advertências e orientações ao comportamento responsável e defensivo na piscina.

Segundo a diretora do Ibape-SP (Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia) e engenheira civil Rejane Saute Berezovsky, um dos cuidados da inspeção preventiva é em relação ao risco de sucção, que se dá pelo sistema de drenagem e tratamento da água do tanque, disposto abaixo da linha d’água, ofertando ao banhista o risco de enlace de cabelos, aprisionamento de membros do corpo, objetos e/ou joias, sob risco de morte.

“Recomendamos o uso de tampas antiaprisionamento ou tampas não bloqueáveis, que cubram o dreno de fundo, como consta na cartilha de Inspeção Predial – equipamentos e espaços de lazer”, conta.

O guia está disponível em download gratuito no link www.ibape-sp.org.br.

Confira as recomendações para a segurança em piscinas nos condomínios:

– Salva-vidas identificado e trajado (podendo ser professores de natação), devendo ser treinado, credenciado e capacitado em resgate de vítimas, primeiro socorros e respiração artificial. Deve haver cadeira de observação, telefone acessível, boia de salvamento e equipamentos de pronto-atendimento.

– Banheiros e vestiários (podendo ser externos e comuns a banhistas e pessoas de fora da área da piscina); corredor de banho e instalações de pronto-atendimento.

– Dispor de operador de piscina habilitado, treinado em curso para tratamento de água, operação de equipamentos, segurança, manutenção e afins.

– Quando o tanque estiver com uso suspenso (temporária ou definitivamente) deve dispor de lona, capa, redes ou similares, que assegurem a contenção de corpo, impedindo a imersão total no tanque e/ou sensores que informem a presença do corpo estranho na área interna do tanque. Não utilizar esses, quando tanque total ou parcial vazio. Neste caso, isole fisicamente e monitore a área.

– Manter o nível e volume de água dos reservatórios, conforme projeto.

– Não utilizar bronzeadores, já que eles ficam impregnados nas paredes e bordas da piscina e alteram a qualidade da água.

– Verificar e manter o pH da água conforme recomendação do manual, evitando assim o surgimento de algas, fungos e bactérias.

– Manter o adequado tratamento da água, de forma a preservar a qualidade e evitar o desperdício com a troca de água.

– Não utilizar produtos químicos que possam causar manchas no revestimento, no rejuntamento e danificar tubulações e equipamentos. Consulte sempre o manual.

– Orientar os usuários a não jogar resíduos ou partículas que possam danificar ou entupir o sistema de drenagem/filtragem.

“O recomendável é procurar um profissional habilitado para executar uma inspeção predial e apontar as medidas necessárias em cada local do condomínio. E após essa medida, o gestor condominial precisa estar atento a todos os quesitos citados e realização da manutenção contínua”, declara Rejane.