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mercado aluguel credito Financiamento - Postada em: 19/02/2021

Como se preparar em 2021 para dar entrada no financiamento da casa própria?

A Melhortaxa – maior plataforma digital de crédito imobiliário do país – preparou uma simulação com três valores de imóvel: 400 mil reais, 750 mil e 1 milhão. Confira a renda familiar necessária, o montante das parcelas e o tempo médio que o comprador leva para juntar a quantia mínima exigida pelos bancos

 

O ano de 2020 foi marcado por um forte aquecimento do mercado imobiliário e pela queda dos juros imobiliários ao menor patamar histórico (de 11% ao ano, quatro anos atrás, para menos de 7% na média atual) e da taxa Selic (hoje em 2% ao ano), refletindo numa corrida por crédito para a compra da casa própria, acelerada no segundo semestre. Para ajudar quem quer aproveitar o cenário favorável e começar a poupar em 2021 para financiar um imóvel, a Melhortaxa – maior plataforma digital de crédito imobiliário do país – fez uma simulação com três faixas de preço: R$ 400 mil, 750 mil e 1 milhão. A tabela abaixo mostra o quanto é preciso juntar para dar de entrada ao banco e os valores das parcelas e da renda mínima familiar.

“Organização e planejamento são essenciais, já que esse costuma ser o maior investimento da vida de uma família, podendo levar até 30 anos para a quitação. Como o crédito imobiliário ficou mais acessível com as quedas de juros, muitas vezes a parcela mensal paga ao banco acaba sendo até menor que o custo de um aluguel residencial. O valor da mensalidade do financiamento só não pode ultrapassar 30% da renda familiar”, destaca o CEO da Melhortaxa no Brasil, Paulo Chebat.

Quem já tem uma poupança equivalente a 20% do valor do imóvel, além de reserva financeira para gastos emergenciais e uma renda mensal da família a partir de R$ 9 mil, poderia dar entrada em um imóvel vendido a partir de R$ 400 mil pagando uma parcela inicial em torno de R$ 2.800. Para um bem que vale R$ 750 mil, a renda mínima necessária gira em torno de R$ 17.400 e a primeira parcela, R$ 5.200. Para um imóvel de R$ 1 milhão, a família deve ganhar pelo menos R$ 23 mil e pagar uma mensalidade de aproximadamente R$ 7 mil. Esses são valores estimados para financiamentos de 360 meses com taxa de 7% + TR (taxa referencial).

Como começar a poupar em 2021

E se o interessado ainda não tiver uma reserva e quiser juntar dinheiro desde já? “Independentemente do preço do bem, seguindo algumas recomendações de economia leva-se em média de dois a três anos para conseguir acumular a quantia inicial de 20% de entrada sobre o valor do imóvel”, calcula Rafael Sasso, cofundador da Melhortaxa. Isso equivale a R$ 80 mil para um imóvel à venda por R$ 400 mil, R$ 150 mil para um de R$ 750 mil e R$ 200 mil para outro de R$ 1 milhão.

Uma das regrinhas listadas por planejadores financeiros é poupar mensalmente 20% do salário ou até mais se possível. As opções de investimento irão variar conforme o perfil de cada um. Os mais conservadores podem guardar em aplicações de pouco risco e rentabilidade mais previsível, como nos investimentos de renda fixa, títulos privados e poupança. Para ter um acúmulo mais rápido e acelerar a entrada no financiamento, assessores financeiros ajudam a montar uma carteira diversificada de investimentos, com renda fixa e variável, por exemplo. Outra dica, para quem não tem dívidas, é poupar integralmente o décimo-terceiro salário e o adicional de férias por dois anos consecutivos.

É preciso também colocar na ponta do lápis as despesas pessoais já existentes, como a locação da moradia atual. “Se o aluguel consome, por exemplo, cerca de 20% da renda mensal da pessoa e ela investe outros 20% já seriam 40% de comprometimento, sobrando 60% para o restante das despesas”, pondera Sasso.

Pressão nos preços em 2021

E para quem já tem o valor da entrada em mãos? O conselho, nesse cenário, é não esperar demais, pois a expectativa é de que a procura pela casa própria siga crescendo em 2021, o que deve elevar o preço dos imóveis. Segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), os financiamentos imobiliários atingiram R$ 13,86 bilhões em outubro de 2020, com crescimento de 7,4% em relação a setembro e alta de 84% em comparação ao mesmo mês do ano anterior.

“Os preços naturalmente vão subir. Já estão subindo, na verdade. A procura por crédito deve continuar batendo recordes”, alerta o cofundador da Melhortaxa. Para Rafael Sasso, irá economizar mais quem não demorar muito para entrar no financiamento. “Quanto mais o interessado demorar, maior a probabilidade de pagar mais caro por conta da subida dos preços do mercado imobiliário. Pode acontecer de o comprador querer esperar uma queda maior dos juros para economizar 1% de taxa e o preço do imóvel que ele desejava adquirir acabar aumentando em 10%”.

 

Informações: www.melhortaxa.com.br