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mercado documentacao aluguel credito Guia de compra - Postada em: 24/03/2020

Comprar ou alugar? Com mudança de cenário econômico, vale a pena refazer as contas

Com a taxa básica de juros nos níveis mais baixos da história, financiar um apartamento pode ser mais vantajoso financeiramente do que pagar aluguel

 

* Bruno Gama

 

 

O ano de 2020 começou com mais cortes na taxa básica de juros, deixando a Selic no menor valor da história, de 3,75%, o que provoca uma transformação geral no cenário econômico, pois investimentos conservadores em renda fixa estão cada vez menos rentáveis.

Com os consecutivos cortes na Selic, as taxas de juros para financiamentos imobiliários também caíram e tornaram o ambiente mais atrativo para quem deseja comprar o imóvel próprio. Além disso, novas modalidades de financiamento, como o atrelado ao IPCA e com juro pré-fixado, oferecido pela Caixa, trouxeram ainda mais dúvidas para a cabeça do consumidor.

Há alguns anos, deixar o valor correspondente ao da entrada de um imóvel em um investimento de renda fixa gerava, muitas vezes, um valor mensal suficiente para pagar o aluguel, fazendo o consumidor abrir mão da casa própria, já que a parcela do financiamento seria muito maior.

Atualmente, o retorno de investimentos conservadores diminuíram consideravelmente, e parcelas de um financiamento imobiliário também. Para efeito ilustrativo, há alguns anos, com a taxa Selic mais alta, a média do valor da parcela inicial de um comprador de imóvel – com intuito de financiar 200 mil reais, em 30 anos – era de R$ 2560. Atualmente, o mesmo consumidor pode conseguir uma parcela mensal de R$ 1580. Ou seja, há o comprometimento menor da renda, o que traz novos consumidores ao setor, possibilitando que pessoas com rendas mais baixas sejam capazes de financiar maiores valores para adquirir a casa própria.

Diante disso, o mercado de compra de imóveis está aquecido. Em janeiro de 2020, houve um crescimento de aproximadamente 39% no número de imóveis financiados, frente ao mesmo mês de 2019, de acordo com dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Enquanto os  valores de locação tiveram alta de cerca de 4,2% no ano de 2019, de acordo com o Índice Fipezap.

Por isso, esta é a melhor hora para refazer as contas sobre comprar um imóvel ou continuar pagando aluguel, levando em consideração diversos fatores: o valor que seria usado de entrada, qual o rendimento mensal dessa quantia investida, o aluguel pago atualmente e, por fim, comparar qual seria o valor da parcela do financiamento do imóvel próprio em todos os bancos, informação que pode ser obtida por meio da Credihome, inteiramente online, com alguns dados, ao simular o financiamento.

Bruno Gama é CEO da CrediHome
Bruno Gama é CEO da CrediHome

 

* Bruno Gama é CEO da plataforma digital CrediHome, Engenheiro de Produção formado pela Escola Politécnica da USP, com pós-graduação e mestrado em Administração pela Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP) e cursos de extensão em Berkeley, MIT e Esade (Espanha). Iniciou a carreira na área de meios de pagamentos, atuando 6 anos na Credicard (Citigroup). Teve experiência de 8 anos em telecomunicações, atuando na Telefônica SP e Espanha (Madri), onde participou de iniciativas como a implantação da Banda Larga (Speedy) e na integração do maior projeto de CRM do grupo na América Latina. Nos últimos 10 anos atuou como CEO/Managing Director da CrediPronto, uma joint Venture da Lopes (Real Estate) e do Banco Itaú, criada como uma startup com foco na originação de financiamento imobiliário, se tornando um player significativo do mercado.

 

Informações: www.credihome.com.br