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construcao Mercado - Postada em: 26/09/2019

Confiança da Construção recua 0,5 ponto depois de três altas consecutivas

Em setembro, indicador atingiu 87,1 pontos. É o que aponta a Fundação Getulio Vargas

O Índice de Confiança da Construção (ICST), do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV), cedeu 0,5 ponto em setembro, para 87,1 pontos, após três meses de altas consecutivas, acumulando 6,9 pontos no período. Em médias móveis trimestrais, o índice mantém a tendência ascendente, pelo quarto mês, com aumento de 1,4 ponto.

“Depois de três altas consecutivas, a confiança dos empresários da construção acomodou em setembro influenciada por uma queda nas expectativas dado o ritmo lento da recuperação e as incertezas que o cercam. O resultado não altera o sinal positivo no terceiro trimestre, que foi marcado por uma redução do pessimismo no período mas a percepção das empresas se mantém bastante suscetível às notícias sobre contingenciamento dos recursos do orçamento federal e às dificuldades fiscais que vêm reduzindo sobremaneira a capacidade de investir dos entes públicos”, observou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção do Ibre-FGV.

Em setembro, o resultado do ICST foi influenciado por uma piora das perspectivas de curto prazo do empresariado. O Índice de Expectativas (IE-S) recuou 0,9 ponto, para 97,0 pontos, mas terminou o terceiro trimestre com ganho acumulado de 4,5 pontos. Houve queda nos dois componentes que compõem o IE-S: o indicador que mede o otimismo com a situação dos negócios nos seis meses seguintes caiu 1,2 ponto, para 96,3 pontos, e o indicador de demanda prevista nos três meses seguintes diminuiu 0,6 ponto, para 97,6 pontos.

O Índice da Situação Atual (ISA-CST) se manteve estável no patamar de 77,6 pontos A estabilidade do índice esse mês foi gerada por um aumento de 0,6 ponto na satisfação das empresas sobre a situação atual dos negócios, para 80,2 pontos, o maior nível desde fevereiro de 2015 (81,4 pontos) e redução de 0,7 ponto no indicador de carteira de contratos para 75,1 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) do setor variou negativamente 0,2 ponto percentual, para 69,4%, interrompendo a alta dos últimos cinco meses. Em relação aos NUCIs para Máquinas e Equipamentos e NUCI para Mão de Obra, as variações foram opostas: 0,7 e -0,4 ponto percentual.

Nível de atividade

A percepção empresarial sobre a situação corrente dos negócios registrou ligeiro crescimento em setembro, fechando o quarto mês consecutivo de alta. Essa percepção menos pessimista sobre os negócios vem se refletindo também sobre a própria atividade. O PIB do segundo trimestre traduziu finalmente essa melhora que foi atribuída ao mercado imobiliário residencial.

“De fato, as pesquisas de mercado têm mostrado desde o final de 2017 uma retomada de lançamento e vendas. Esse movimento está mais concentrado na região Sudeste, especialmente em São Paulo. É esperado que que essa melhora comece a se traduzir em novos postos de trabalho. No entanto, a análise dos dados do Caged e da sondagem mostram que isso ainda não ocorreu. A infraestrutura é que tem registrado melhores resultados no emprego e na sondagem”, observou Ana Maria Castelo.

Informações: www.fgv.br