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mercado 11 Financiamento - Postada em: 01/09/2017

Crédito imobiliário ganha força e atinge R$ 4,24 bi em julho

No período, foram financiados 16,5 mil imóveis para compra e construção em todo o país

 

O mercado de crédito imobiliário registrou em julho seu melhor desempenho mensal em contratações e volume de imóveis financiados nesse ano, no país. As concessões com recursos da poupança pelo SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) movimentaram R$ 4,24 bilhões no período, um avanço de 10,9% sobre o mesmo mês do ano passado e salto de 11,7% sobre junho. Os números são da Abecip (Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança).

Com o resultado, o segmento acumulou nos sete meses iniciais de 2017 um montante de R$ 24,79 bilhões, quantia 6,2% abaixo de igual intervalo de um ano antes. Em 12 meses até julho, foram aplicados R$ 44,98 bilhões na compra e construção de imóveis, uma retração de 12,2% frente ao período precedente.

Imóveis financiados

Em julho, 16,5 mil imóveis foram financiados, o melhor resultado desse ano, com crescimento de 7,2% sobre o mês anterior. Em relação a um ano antes, ocorreu recuo de 4,8%.

No acumulado do ano, os créditos concedidos abrangeram 99,02 mil unidades, uma redução de 16% na mesma comparação anual. Em 12 meses, foi reportada baixa de 21,8%, para 180,87 mil imóveis.

Captação da poupança

Um dos principais recursos do financiamento imobiliário, a caderneta de poupança teve captação positiva (mais depósitos do que saques) de R$ 1,1 bilhão em julho. No mesmo mês do ano passado, o resultado foi bem diferente, com saídas líquidas de R$ 910 milhões.

Entre janeiro e julho, a captação líquida de poupança dos agentes do SBPE continua negativa em R$ 7,1 bilhões, mas se observa evolução considerável em relação ao mesmo período de 2016, quando registrou resultado negativo de R$ 35,6 bilhões.

Na avaliação da associação, caso se confirmem as expectativas apontadas pelo Banco Central para o segundo semestre, prevendo a continuidade da melhora no quadro macroeconômico, com redução da inflação e da taxa básica de juros, é provável que as cadernetas de poupança encerrem o ano no campo positivo, após dois anos sucessivos de resultados negativos.

 

Informações: www.abecip.org.br