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Large avenues, Avenues Dr. Chucri Zaidan, Sao Paulo Brazil, South America Offices - Postada em: 07/02/2019

Demanda em alta confirma o fim do ciclo de retração no mercado de escritórios de SP

Os números registrados no 4o trimestre reforçam que 2018 foi um ano importante na trajetória de recuperação do mercado em São Paulo. Alto volume de absorção e queda nas taxas de vacância denotam que o ciclo de retração ficou no passado. O volume de novo estoque entregue foi 60% superior ao de 2017 e a absorção líquida acumulada atingiu níveis suficientes para evitar a superoferta, levando as taxas de vacância à queda ao longo do ano. 2018 também foi ano de recuperação para o mercado do Rio de Janeiro. Ainda que o volume de espaços vagos permaneça alto, a absorção líquida acumulada foi a maior dos últimos 5 anos, indicando retomada da demanda.

Principais fatos
Queda na absorção líquida em relação ao 3o trimestre em SP,
mas o registro de 39 mil m2 , está alinhado ao volume observado no mesmo período de 2017, e, somado aos trimestres anteriores, acumula 209 mil m2 absorvidos. A taxa de vacância fechou em queda trimestral, resultando em 22%.

Houve pequeno aumento no preço pedido médio de locação,
que fechou em R$ 78/m2/mês. Conforme previsto, os preços
se aproximaram da estabilização e assim deve se sustentar
pelo menos até o início de 2019.

Taxa de Vacância
Mesmo com um novo estoque entregue 60% acima do registrado
em 2017, a taxa de vacância fechou em 22% no 4º trimestre vs.
22,8% no 3º trimestre. A taxa de disponibilidade, que leva em
consideração apenas espaços que estão livres para negociação
(mesmo que fisicamente ocupados), é de 20%.

O novo estoque entregue na Faria Lima e Jardins contribuiu para a elevação da taxa de vacância nestas regiões, entretanto, os espaços já foram negociados e trata-se apenas de uma questão de tempo até se dar a ocupação física dos mesmos e a vacância voltar a cair. As
regiões da Chácara Santo Antônio e Marginal Sul fecham o ano
com os maiores percentuais de vacância. A maior queda foi
observada na Vila Olímpia, que fechou o trimestre com 6% do
estoque da região vago, 7,4 pontos percentuais abaixo do
trimestre passado. Juntamente com a Vila Olímpia, as regiões do
Itaim e JK são as de mais baixas taxas de vacância.

 
Novo Estoque e Estoque Futuro
O novo estoque entregue no ano, que atingiu 363 mil m2, é o mais
alto dos últimos 5 anos, e representou um aumento de cerca de
9% no estoque de edifícios de alto padrão existente. Felizmente,
a demanda cresceu a uma proporção condizente com o aumento
do mercado, reduzindo o risco da superoferta.

As negociações/ocupações dos novos edifícios mesmo antes de
suas entregas foram retomadas neste ano, sobretudo nas regiões
premium da cidade. Para 2019, o novo estoque previsto deverá
ser significativamente reduzido: cerca de 110 mil m2 deverão ser
entregues na cidade, principalmente na região da Berrini e Chucri
Zaidan, representando 53% deste total.

 

Mais informações em www.newmarkgrubb.com.br

Foto: @istock/Ranimiro Lotufo Neto