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mercado Mercado - Postada em: 09/02/2018

Desconto médio na compra de imóveis foi menor novamente

Abatimento do preço chegou a 7,6% em dezembro, 1,3 ponto percentual menor que um ano antes

 

Das transações de compra e venda de imóveis residenciais no país, a proporção de descontos no valor passou do pico de 74,8%, em junho de 2016 para 65,2% do total em dezembro do ano passado. A tendência de queda também ocorreu no abatimento médio do preço inicialmente pedido, que declinou de 9,3% para 7,6% na mesma comparação. Foi o que constatou a nova edição do balanço “Raio-X FipeZap: Perfil da demanda de imóveis”, realizada pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) em parceria com o portal ZAP.

Na comparação com dezembro de 2016, quando o desconto médio foi de 8,9%, ocorreu uma queda de 1,3 ponto percentual (pp) no abatimento do valor no último mês do ano passado.

O levantamento aponta que, do total de compradores em potencial (considerados aqueles que pretendem adquirir imóveis no primeiro trimestre desse ano), 64% consideram os preços como “altos” ou “muito altos” em dezembro, um ligeiro salto sobre o terceiro trimestre de 2017. Já para quem comprou unidades recentemente, 44% do total avalia os valores “altos” ou “muito altos”.

Em relação às expectativas sobre a evolução de preços dos imóveis, os respondentes que esperam estabilidade nos preços nos próximos 12 meses subiram de 30% em setembro para 35% em dezembro. Já para quem acha que haverá queda, houve avanço de 22% para 26%, na mesma comparação trimestral. Como resultado, expectativa de variação de preço para os próximos 12 meses passou de -2,4% para -3,6%.

Moradia x investimento

Do total de compradores de imóveis nos últimos 12 meses até dezembro, 59% tiveram como objetivo moradia. A maioria (43%) adquiriu o bem para viver com alguém, enquanto que 8% desejaram morar sozinhos e outros 8% compraram para outra pessoa.

Já 41% adquiriram as unidades como investimento – 24% tiveram como intuito investir para alugar e 18% pretenteram investir para revender. Segundo a análise do relatório, é possível notar um aumento no interesse de aquisição do bem para locação, face à retração na pretensão de revenda.

Novo x usado

Entre os consultados que compraram casa ou apartamento, a maioria (56%) optou por usados, contra 44% de preferência pelos novos. Já quem deseja adquirir uma unidade nos próximos três meses, 54% responderam a pesquisa como indiferente do tipo de imóvel, enquanto que 33% querem um usado e outros 14% se interessam pelos novos.

A maioria dos compradores é do sexo masculino, com 58% dos entrevistados. Boa parte do público tem mais de 50 anos, com 35% das respostas; seguido por quem de 31 a 40 anos de idade (28%) e faixas etárias de 41 a 50 anos (22%) e abaixo dos 31 anos (15%).

A despeito da renda mensal, prevaleceu o perfil com ganho entre R$ 5.001 e R$ 10 mil, com 28%; seguido pelo salário de R$ 2,5 mil a R$ 5 mil (24%), acima de R$ 15 mil (19%) e até R$ 2,5 mil (15%).

A pesquisa foi realizada entre os dias 16 a 29 de janeiro, com 4.813 pesquisados.

 

Informações: www.fipe.org.br e www.zapimoveis.com.br

 

Texto por Luciano Emiliano