Acesse as melhores dicas
e informações do mercado
credito imobiliario contas juros economia Top Lists - Postada em: 24/07/2017

Dez dicas para síndico reduzir valor do condomínio

Há edifícios em que mais de 40% dos moradores estão inadimplentes

 

O alto índice de desemprego no país, ultrapassando o percentual de 13% e atingindo 13,8 milhões de pessoas, tem trazido dificuldades para os bolsos dos condôminos e, por consequência para o caixa dos condomínios. Mais dificuldades ainda, encontram os síndicos que, além de tentarem atender aos frequentes pedidos de redução da taxa condominial, precisam se desdobrar na matemática para gerenciar os recursos com a lista de despesas. O desafio é de cortar gastos sem abdicar de ferramentas indispensáveis para o funcionamento do condomínio. “A crise que o país vive tem “apertado o bolso” dos condôminos. Temos casos em que 40% dos condôminos estão inadimplentes. Se fosse uma empresa já estaria quebrada. É essencial estudar corte de gastos como mão de obra, água, energia e materiais de consumo. Só reduzindo custos com funcionários, por exemplo, os custos podem diminuir em até 40% por mês”, destaca Dostoiévscki Vieira, Presidente do Instituto Pró-Síndico.

Vale lembrar ainda que reduzindo os gastos, a probabilidade de inadimplência diminui ainda mais, o que pode auxiliar a economizar os recursos do prédio. Pensando em ajudar os condomínios, o presidente do Pró-Síndico elaborou uma lista, com pequenos cortes de gastos e investimentos que podem ajudar no bolso dos condôminos. Confira 10 dicasque Vieira recomenda para a redução de gastos condominiais e que serão compartilhadas no 2° Congresso Pró-Síndico de Gestão Condominial, o maior evento da América Latina:

1 – Individualização de água e gás

Vários condomínios ainda não possuem um sistema que mede o consumo por unidade. Não é justo uma pessoa que mora sozinha pagar o mesmo que uma família onde moram cinco pessoas na mesma unidade. A melhor educação para economizar é a que pesa no bolso, pois quando o indivíduo sabe quanto está gastando de fato, seu engajamento é outro. Há casos em que a implantação de desse sistema reduziu o consumo geral em 30%;

2 – Água de reuso e aproveitamento

Hoje, as tecnologias que no passado remetiam somente ao importante aspecto da sustentabilidade, agora tem outro atrativo: a economia com a água de reuso, ou seja, aquela água que é descartada de chuvas e de minas d’água e pode ser tratada e reutilizada. Por exemplo, a água do vaso sanitário não precisa ser potável. Além disso, existe a captação de água da chuva e do lençol freático;

3 – Troca de lâmpadas por led

Em geral, os condomínios, mesmo os novos, não são entregues com lâmpadas de led, pois as construtoras querem economizar. O fato é que, uma lâmpada de led é até 80% mais econômica que a incandescente comum. A redução na conta de luz pode ser de até 40% e o investimento recuperado em média de 06 a 08 meses;

4 – Uso da portaria virtual

A principal vantagem diz respeito à redução do custo de mão-de-obra do condomínio que pode ser de, no mínimo, 40%. Em geral, os gastos com mão de obra representam 70% do total da taxa condominial. Os operadores (porteiros) trabalham remotamente em uma empresa contratada pelo prédio. Ao contrário do que muitos pensam, este sistema pode ser mais seguro se comparada a mão de obra desqualificada presente na maioria dos empreendimentos;

5 – Implantação de sistema de controles automatizados de acesso

Assim como a portaria virtual, o sistema de biometria tem o intuito de reduzir o custo de mão de obra para o gerenciamento de circulação dos condôminos. O sistema necessita apenas cadastrar a digital dos moradores para permitir a entrada e saída deles, de maneira segura. Existem condomínios que chegaram a reduzir R$ 16 mil  mensais de despesas após a instalação do sistema.

6 – Ficar atento às horas extras de funcionários

Em grande parte dos condomínios ocorre problemas com horas extras. Em alguns casos, contratar folguistas pode reduzir os gastos do prédio, assim como é importante a instalação do controle informatizado de ponto.

7 – Terceirização de mão de obra

Como a mão de obra é uma das principais “vilãs” das taxas condominiais, a terceirização pode ser a solução a longo prazo. O condomínio pode orçar um contrato com empresas ligadas à portaria, limpeza e jardinagem.

8 – Economia com piscinas

Apenas como base, uma piscina de 12m x 4,40m x 1,40m consome, mensalmente, uma média de 7 quilos de cloro por mês. Com o quilo do cloro em torno de R$ 40,00, somente com este produto químico, o custo é de R$ 280,00. Em um ano, esse valor ultrapassa R$ 3,3 mil. Novas tecnologias tratam a mesma água com sal, ozônio ou íons e reduzem bastante o custo com produtos químicos convencionais.

9 – Investir em energia solar

Com prazo de retorno médio estimado em 7 anos, a colocação de placas de captação de energia solar, principalmente em cidades com grande incidência de sol. Embora dificilmente substitua completamente a energia elétrica, a economia que ela faz pode chegar a 70% na conta final de energia.

10 – Agilizar as cobranças contra inadimplentes

Com o novo CPC (código de processo civil), o prazo para inadimplentes quitarem as dívidas foi reduzido drasticamente. No dia seguinte ao atraso já é possível entrar com uma ação judicial. O medo de responderem a processos judiciais e até terem seus bens e contas penhorados fazem com que os devedores corram para fazer acordos. A cobrança deve ser feita o mais rápido possível para alcançar resultados mais precisos e diminuir o número de casos.

Congresso

Maior evento sobre gestão de condomínios da América Latina, o 2º Congresso Pró-Síndico de Gestão Condominial será realizado entre os dias 27 e 29 de julho no Novo Centro de Convenções Rebouças, que fica na avenida Rebouças, 600, São Paulo.

 

Informações: www.prosindico.com.br/congresso