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mercado 02 Offices - Postada em: 24/08/2017

Fundos imobiliários permitem investimento com menos de R$ 20

Aporte é uma boa opção para quem não pode comprar um imóvel e deseja dar primeiros passos na renda variável

 

Comprar um apartamento, uma casa ou um conjunto comercial, como forma de investimento está longe de ser a única forma de fazer o dinheiro render com imóveis. Para quem já tem certa experiência com renda fixa, um gestor de confiança na manga e pretende arriscar um pouco mais, os fundos de investimento imobiliário (FIIs) podem ser um bom começo.

Esse começo exige pouco. Há lançamentos com aporte mínimo de R$ 1 mil. Mesmo após a estreia do fundo, é possível adquirir cotas no mercado secundário por menos de R$ 20. O FII é um tipo de investimento que cresceu com o boom imobiliário. Quando o IFIX (Índice de Fundos Imobiliários) foi criado em 2011, existiam 17 fundos. Hoje são 70, sendo que o maior crescimento ocorreu entre 2012 e 2013.

Os fundos imobiliários são compostos de vários ativos relacionados ao mercado de imóveis, como as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), ações de empresas do setor imobiliário e mesmo outros FIIs. Essa composição define também se o perfil do fundo é um pouco mais conservador ou arrojado.

Cabe ao gestor do fundo, uma instituição financeira ou corretora, a composição do FII e a captação de investidores por meio da venda de cotas desse fundo. Cada fundo tem um perfil, uma composição e, assim, um regulamento próprio, sob a forma de um condomínio fechado. Pode ser que seja determinado, por exemplo, que um fundo só possa ter ativos relacionados a imóveis prontos destinados à locação. Nesse caso, o rendimento do fundo virá do aluguel desses imóveis, por exemplo.

Embora o investimento inicial baixo e o valor pequeno das cotas no mercado secundário sejam uma vantagem dos FIIs, é preciso tomar cuidado com os custos desse tipo de aplicação. Valores muito pequenos de investimentos tendem a resultar em rendimentos pequenos e que podem não compensar os gastos com a aplicação.

A B3, novo nome da BM&FBovespa (Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo), cobra emolumentos de 0,03% de todos aqueles fundos negociados em bolsa e 0,07% daqueles negociados em balcão organizado. Há também os valores de corretagem, taxas de manutenção e custódia (essa última só é cobrada de quem tem mais de R$ 300 mil aplicados), que variam de corretora para corretora, já que cabe a cada instituição a decisão de quanto dos custos repassará aos clientes.

Quem está interessado em investir também deve pensar bem no prazo: não é permitido aos investidores resgatar as cotas antes de decorrido o prazo de duração do fundo. Como a maioria deles tem duração indeterminada, a saída do investidor só será possível se ele vender suas cotas no mercado secundário.

Em outras palavras, antes de investir, o interessado precisa ter certeza de que não precisará do dinheiro num período de um a seis anos, em média, e investigar se as cotas daquele fundo têm liquidez, ou seja, boa demanda e rapidez de venda, caso tenha de comercializá-las no mercado secundário.

 

Informações: http://triargp.com.br