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Rentabilidade no setor teve retorno médio de 4,7% ao ano, em julho. Enquanto aluguel tem redução de 0,67% em relação ao mês anterior, inflação projetada aumenta 0,62% e IGP-M sobe 0,69% Mercado - Postada em: 08/06/2018

Greenbuildings são a melhor opção de negócio do mercado imobiliário

Estudos de Harvard e da FGV mostram que edifícios sustentáveis são ótimos investimentos – além, é claro, de ajudar o meio ambiente

 

Os edifícios comerciais e residenciais estão entre os principais responsáveis pelas demandas de água potável nas grandes cidades. E, como se sabe, este recurso está cada vez mais escasso e caro. A boa notícia é que o movimento para a construção e retrofits de prédios sustentáveis está crescendo – e que isso é vantajoso não só para o meio ambiente, mas também para o bolso de quem investe.

Estudos realizados pela Universidade de Harvard e da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostram que os edifícios com certificação Leed (sigla em inglês para Liderança em Energia e Design Ambiental), o mais importante do mundo, têm maior valor no aluguel do que os não certificados.

Os chamados “greenbuilds” (edifícios verdes, em inglês) valem 136,54m2, contra R$ 98,41 dos não certificados. A vacância também conta, sendo uma média de 7% menor do que as construções normais, segundo a FGV.

As vantagens não param aí. A pesquisa de Harvard mostrou que entre 2007 (data da primeira certificação no Brasil) e 2016, os ganhos financeiros atrelados à mudança climática e melhoria de saúde são significativos:  US$ 251milhões em economia em energia, US$11 milhões em mudanças climáticas e US$ 86 milhões em redução de poluição, resultando em menos absenteísmo, gastos com consultas médicas, perda de dia de trabalho.

A água entra em cena

O movimento da construção sustentável é vantajoso não só economicamente. De acordo com Felipe Faria, diretor executivo do GBC Brasil, ong (organização não-governamental) responsável pela concessão da certificação Leed no país, e presidente do Comitê dos GBCs das Américas pelo World Green Building Council, o uso eficiente da água desponta como um dos principais temas, e de acordo com a experiência em mais de 1,3 mil projetos registrados e 500 certificados no Brasil trouxe para as edificações novas e existentes eficiências que podem até superar 60% na redução do consumo de água potável.

“Isso contribui como uma solução importante para a gestão da demanda e da oferta de água nas cidades”, afirma Faria. Sem dúvida, o sistema de água de reúso é um dos grandes responsáveis por esta economia.

Segundo Fernando Pereira, diretor comercial da General Water, concessionária particular de água, cada empreendimento que reduz o seu consumo de água por meio do reúso disponibiliza um grande volume para a sociedade local e isenta a concessionária de investimentos adicionais para gerar mais água para atender a população.

“Se apenas os 10 maiores consumidores corporativos da Sabesp tratassem o seu próprio esgoto e o reutilizassem para fins não potáveis (como processos industriais ou nos vasos sanitários), a água que eles deixariam de consumir seria suficiente para abastecer uma população de mais de 60 mil pessoas”, diz Pereira.

Portanto, quem opta pelo reúso só tem vantagens. Inclusive financeiras. No caso dos contratos feitos pela General Water, ela é responsável por todos os custos, riscos e responsabilidade durante todas as fases de vigência. Os clientes arcam apenas com a água/efluente produzida nos sistemas.  “É um projeto que gera muitos benefícios, pois além de gerar autonomia hídrica e aumentar muito a sustentabilidade, reduz os gastos com água e esgoto do empreendimento”, finaliza Pereira.

 

Informações: www.generalwater. com.br