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No Grande ABC, Santo André (foto) obteve a terceira maior alta do país em 12 meses, com salto de 6,53%. Por sua vez, São Caetano continuou sendo o município com os imóveis mais valorizados da região, com média de R$ 5.724/m2 Mercado - Postada em: 11/09/2019

Lançamentos quase dobraram no Grande ABC

No primeiro semestre, região teve 1.062 unidades residenciais apresentadas. Santo André concentrou 85,5% do total

 

A primeira metade do ano representou um período bastante positivo para o mercado imobiliário do Grande ABC. Os lançamentos de imóveis nos municípios da região praticamente dobraram. Construtoras e incorporadoras lançaram 1.062 imóveis residenciais entre janeiro e junho, alta de 98% sobre o mesmo semestre inicial de 2018. É o que aponta um balanço divulgado pela AcigABC (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC).

Os lançamentos movimentaram o equivalente a R$ 344 milhões em VGV (valor geral de vendas).

O bom desempenho foi impulsionado por Santo André, que sozinha registrou nada menos do que 908 unidades lançadas no intervalo, o que corresponde a 85,5% do volume semestral total no ABC Paulista.

“Chama a atenção o desempenho de Santo André, com um aumento de 234% de lançamento e alta de 47,5% nas vendas”, afirma Marcus Santaguita, presidente da associação.

Outra atração no levantamento foi a “vizinha” Diadema, com 154 unidades (demais 14,5% da soma de lançamentos). Já as cidades de São Bernardo, São Caetano e Mauá não apuraram imóveis lançados no primeiro semestre.

De acordo com Santaguita, o resultado expressivo em termos de lançamentos demonstra um aumento do índice de confiança dos empresários do setor em relação à situação político-econômica do país.

Tipos de imóveis

A pesquisa também trouxe dados interessantes em relação à tipologia dos imóveis residenciais novos vendidos. Em relação ao número de dormitórios, os de 2 quartos; e com área útil entre 45m2 e 65m2 tiveram a maior representatividade, com 882 unidades comercializadas.

Os imóveis de 3 dormitórios negociados foram 180 unidades, sendo 40 apartamentos de 65m2 a 85m2; outros 80 com metragem entre 85m2 e 130m2; além de 60 unidades acima de 130m².

Estoque baixo x demanda alta

Por sua vez, os estoques ainda ficaram reduzidos para suprir uma demanda reprimida de consumidores em virtude da queda histórica do setor nos últimos anos na região. Houve redução de 8% da oferta no primeiro semestre face idêntico período do ano anterior.

Atualmente, o volume está em 1.829 unidades. “Isso também traz uma expectativa de recuperação nos preços dos imóveis, uma vez que as unidades lançadas não estão sendo suficientes para repor o estoque”, comenta Santaguita.

O executivo também explica que, por conta da grande demanda reprimida, há atualmente uma inversão na curva oferta x demanda.

Em abril, a AcigABC divulgou a queda histórica ocorrida nos últimos anos associada ao ambiente de segurança jurídica, juros menores e inflação sob controle, o que levou as empresas do setor a tirarem os projetos da gaveta.

Velocidade de venda

A velocidade de comercialização medida pelo VSO (vendas sobre oferta) também registrou significativa alta, da ordem de 32% em junho sobre o mesmo mês de 2018. Esse ganho é importante, como avalia Santaguita, já que equilibra a relação entre oferta e demanda.

O executivo salienta que isso permitirá um novo fôlego para o segundo semestre. “Nossa expectativa para a segunda metade de 2019 é de uma recuperação um pouco mais expressiva, com o avanço das reformas da previdência, tributária e de liberdade econômica, gerando assim um ambiente mais saudável para os negócios”, afirma.

Queda nas vendas

As vendas de imóveis no Grande ABC tiveram uma queda da ordem de 48% no primeiro semestre, para 769 unidades comercializadas, alcançando um VGV somado de R$ 271 milhões.

De acordo com a entidade, o resultado se dá em virtude do endividamento dos consumidores e em relação à manutenção de emprego e renda, bem como pela queda nos investimentos, principalmente por parte da indústria, que está aquém do esperado.

Em comparação com a Região Metropolitana de São Paulo, o ABC representa 38% no total de unidades vendidas e 34,25% nos lançamentos. Já em relação à Capital, o ABC representa 5,77% dos imóveis lançados no primeiro semestre.

 

Informações: www.acigabc.com.br