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No acumulado do ano até maio, crédito imobiliário alcançou R$ 38,9 bilhões em concessões. No período, foram financiados 174 mil imóveis em todo o país Financiamento - Postada em: 01/09/2017

LIG foi regulamentada pelo Governo

Nova letra financeira deverá aquecer as concessões de crédito imobiliário no país

 

O mercado imobiliário brasileiro ganhou uma nova opção de letra financeira. A Lei 13.476, que regulamenta a LIG (Letra Imobiliária Garantida) foi publicada no Diário Oficial no dia 30 de agosto. O título privado deverá estimular as contratações de crédito para imóveis no país.

A novidade foi criada pela medida provisória 656, de outubro de 2014, mas até então ainda não tinha sido regulamentada. A letra é um título de crédito que poderá ser emitido por instituições financeiras, inspirado nos covered bonds europeus — papéis garantidos por um conjunto de ativos, que movimentam mais de US$ 3 trilhões.

A LIG oferece dupla garantia. Assim como o próprio balanço do banco emissor, ela também é garantida por um pool de créditos imobiliários. Se a instituição emissora quebrar, os ativos inseridos honrarão os pagamentos aos investidores por meio dos valores que a carteira receberá pelo crédito concedido ou através da venda dos empreendimentos.

Ainda não está definido se a LIG terá isenção de Imposto de Renda, como a Letra de Crédito Imobiliário (LCI). Segundo o Banco Central, a LIG pretende fomentar novas fontes de financiamento para o crédito imobiliário, sendo importante para o crescimento do setor no país. Por meio das letras, bancos ou empresas captam recursos dos investidores para emprestar dinheiro a quem compra um imóvel. Alguns anos depois, eles devolvem o valor aplicado acrescido de juros.

Especialistas do setor esperam que as LIGs sejam atreladas a taxas de juros fixas ou flutuantes, a indicadores ou taxas de conhecimento público, como IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) e CDI (Certificado de Depósito Interbancário), ou mesmo à variação cambial.

 

Informações: www.bcb.gov.br