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mercado escritorios Offices - Postada em: 03/11/2017

Mercado de escritórios tem recuperação mais consistente no 3º tri em SP

No período, unidades desse tipo apresentaram absorção líquida positiva de 44 mil m2 na cidade

 

A recuperação do mercado de escritórios classe A e A+ de São Paulo se torna consistente a cada mês, podendo ser constatada através no terceiro trimestre. No período, a absorção líquida (diferença entre ocupações e devoluções) ficou positiva em 44 mil m2. A informação faz parte do levantamento realizado pela consultoria multinacional Newmark Grubb Brasil.

Somados aos números dos trimestres passados, a absorção líquida acumulada representa o segundo maior volume da série analisada e deverá fechar o ano próximo ao record atingido em 2013. A absorção bruta (ocupação geral) trimestral foi de 93 mil m².

As regiões onde foram observados os maiores volumes de absorção líquida trimestral permanecem a Berrini e a Vila Olímpia, além dos Jardins. Na Faria Lima, Alphaville e Paulista, foi observada absorção líquida foi negativa.

Apesar de boa movimentação na demanda, a taxa de vacância (quantidade de imóveis vagos calculada pela diferença obtida em relação ao total de m2 úteis de espaços) fechou em leve alta em comparação com os três meses anteriores, com salto de 0,7 ponto percentual (pp), para 20,1%.

O novo estoque entregue no trimestre na região da Marginal e a devolução de espaços em algumas regiões influenciaram para esse resultado. As regiões da Marginal, Berrini e Alphaville apresentam as maiores vacância. Todavia, a mais significativa queda neste indicador no trimestre foi verificada na região da Berrini.

Estoque

O novo estoque entregue acumulado até este trimestre soma 161 mil m2 e há mais 157 mil m2 previstos até o final de 2017. Estima-se que, se efetivado, o novo estoque previsto represente um aumento de 4% no estoque atual de edifícios de alto padrão de São Paulo.

As regiões mais representativas em termos de novo estoque previsto são a Berrini, Barra Funda e Marginal, onde os volumes dos novos edifícios em construção correspondem respectivamente à 39%, 21% e 16% do volume total previsto para o final do ano, podendo elevar consideravelmente a taxa de vacância.

Locação

O preço pedido médio para as regiões pesquisadas seguiu a tendência de queda iniciada no final do ano passado ainda neste trimestre, fechando em R$90,40/m²/mês, 3,5% inferior ao trimestre anterior. Na comparação com o mesmo período de 2016, a queda foi mais significativa: 4,5%.

As regiões da Faria Lima, Vila Olímpia e Paulista permanecem como as mais valorizadas dentre todas pesquisadas. Na avaliação da consultoria, tudo indica que haverá nova acomodação para baixo no preço pedido médio ao final do ano.

 

Informações: www.newmarkgrubb.com.br