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mercado Centro escritorios condominios00 Mercado - Postada em: 11/06/2019

Mercado imobiliário de SP mantém ritmo de crescimento em abril

Vendas de unidades residenciais novas e lançamentos registraram alta no período

 

Na capital paulista, o setor imobiliário vive um momento positivo. A Pesquisa do Mercado Imobiliário, realizada pelo Departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), apurou em abril a venda de e 2.541 imóveis residenciais novos na cidade, um incremento de 41,0% sobre o mesmo mês do ano passado e uma progressão de 14,9% sobre março.

Com o desempenho, as comercializações acumularam em 12 meses até abril 31,7 mil unidades, uma elevação de 16,0% sobre o intervalo precedente. Somente em abril, o VGV (valor geral de vendas), totalizou R$ 1.075,5 milhões, volume 22,3% superior a um ano antes e 13,6% menor que março, conforme atualização feita pelo INCC-DI (Índice Nacional de Custo da Construção) de abril de 2019.

Indicador que mede a velocidade de vendas, o VSO (vendas sobre ofertas) foi de 10,7% em abril, maior que um ano antes (9,0%) e  inferior a março (12,8%). Em 12 meses, o VSO foi de 54,7%, maior que o período de um ano antes (49,5%) e abaixo de março (57,2%).

Lançamentos

Dados da a Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio) apontam que foram lançados em São Paulo 3.136 imóveis residenciais em abril, mais que o dobro (+161,1%) que o registro de um ano antes e um crescimento de 50,7% sobre março.

No acumulado de 12 meses, houve aumento de 25,4%, para 39.641 unidades.

Ofertas

A capital paulista encerrou o mês de abril com a oferta de 21.150 imóveis novos disponíveis para venda, uma elevação de 15,5 sobre um ano antes e um avanço de 3,8% sobre março. A disponibilidade é composta por unidades na planta, em construção e prontos (estoque), lançados nos últimos 36 meses.

Se a etapa analisada for ampliada para 48 meses até abril, a oferta de imóveis acumula 23.141 unidades, volume 9,4% superior à oferta de 36 meses.

Destaques

A análise por zonas da cidade demonstra que, em abril de 2019, a região leste liderou em vendas (679 unidades) e lançamentos (1.275 unidades). A zona sul registrou o maior VSO (11,4%) e o maior VGV (R$ 316,5 milhões), enquanto a zona oeste ficou com a maior quantidade de imóveis em oferta (5.511 unidades).

Os imóveis de 2 dormitórios destacaram-se em quase todos os indicadores, registrando maior volume de vendas (1.602 unidades), lançamentos (1.866 unidades), imóveis ofertados (13.048 unidades) e maior VGV (R$ 472,9 milhões).

Os imóveis de 1 quarto apresentaram o melhor desempenho de vendas, com VSO de 12,3%, resultado de 499 unidades comercializadas em relação às 4.068 unidades ofertadas e lançadas no mês.

Imóveis com menos de 45m² de área útil destacaram-se em todos os indicadores: vendas (1.516 unidades), lançamentos (2.162 unidades), imóveis ofertados (10.716 unidades), VSO de 12,4% e o maior VGV (R$ 369,0 milhões).

Preços

Por faixa de preço, os imóveis com valor de até R$ 240 mil lideraram em todos os indicadores: vendas (1.130 unidades), lançamentos (1.765 unidades), oferta final (7.914 unidades) e maior VSO (12,5%), resultado de 1.130 unidades vendidas em relação a 9.044 unidades ofertadas

O valor do tíquete nem sempre é o único critério para determinar se um imóvel pode ser classificado como econômico, porque a relação entre os preços e as áreas dos apartamentos compactos pode fazer com que não se enquadrem como um produto econômico.

Para segmentar os imóveis econômicos, o Secovi-SP elegeu as faixas de preço enquadradas no programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) e os limites de preço do m² de área útil, com um limite de aproximadamente R$ 5,5 mil, conforme a data e a cidade de lançamento do empreendimento.

O levantamento apurou 887 unidades vendidas e 1.525 unidades lançadas no mês enquadradas como imóveis econômicos. A oferta totalizou 6.426 unidades disponíveis para venda e o VSO foi de 12,1%. Nos outros segmentos de mercado, a pesquisa identificou 1.654 unidades vendidas, 1.611 unidades lançadas, oferta final de 14.724 unidades e VSO de 10,1%.

Conclusão

Desde fevereiro, a pesquisa vem apresentando números de vendas e lançamentos superiores aos registrados no ano passado, quando comparados os dados mensais. Tal comportamento demonstra que, apesar das dificuldades da economia, os negócios imobiliários continuam sendo realizados.

Os dados de abril apontam crescimento de 41,0% nas vendas e 161,1% nos lançamentos, ambos em relação ao mesmo mês de 2018. As vendas apresentaram queda de 14,9% em relação a março, quando foi registrado um dos melhores resultados dos últimos seis anos para o mês. O lançamento de 3.136 unidade em abril representou aumento de 50,7% frente a março, mês em que foram lançadas 2.081 unidades, com importante participação de empreendimentos econômicos.

Segundo Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP, o comportamento reflete o bom momento do segmento econômico, mas desperta preocupação por parte das empresas em relação ao futuro dos programas habitacionais do governo, bem como aos recursos disponíveis para financiar a demanda. “Os ajustes ao Minha Casa, Minha Vida são fundamentais, para a sobrevivência desse segmento, que, no ano passado, respondeu por parcela significativa do mercado”, disse.

Além disso, apesar dos resultados positivos no ano, a escassez de terrenos que possibilitem a incorporação imobiliária na cidade de São Paulo, devido à falta de calibragem da Lei de Zoneamento, continua a preocupar os empreendedores.

“Nunca é demais lembrar que nossa atividade é de longo prazo. Da aquisição do terreno até o lançamento, o ciclo de uma incorporação demora anos e qualquer gargalo em alguma etapa do processo pode comprometer a oferta futura de imóveis”, reitera Emilio Kallas, vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos da entidade.

O presidente em exercício do Secovi-SP, Caio Portugal, reforça a importância de as autoridades públicas olharem para o setor com uma visão mais ampla.

“Além de oferecer moradias, por meio de suas diversas atividades, o setor contribui para o planejamento das cidades e estimula o desenvolvimento econômico e social, à medida que aciona uma extensa cadeia produtiva, gera empregos, diretos e indiretos, renda e tributos”, declara.

Portugal reforça ainda a necessidade urgente de aprovação da reforma da Previdência, a fim de que o país consiga equilibrar as contas públicas, atrair mais investimentos e retomar o rumo do crescimento econômico sustentável.

 

Informações: www.secovi.com.br