Acesse as melhores dicas
e informações do mercado
mercado escritorios 0 Mercado - Postada em: 14/02/2020

Mercado imobiliário de SP tem alta de 49,5% em vendas em 2019

Lançamentos também evoluíram no intervalo. Para esse ano, expectativa é de que o setor repita bom desempenho

 

O ano passado foi positivo para o mercado imobiliário paulistano. No período, a cidade registrou um total de 44,7 mil imóveis residenciais novos comercializados, um incremento de 49,5% sobre 2018. Os números são do Departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP (Sindicato da Habitação).

O desempenho representa um recorde da série histórica do levantamento, iniciado em 2004, superando o maior resultado até então, de 2007, quando foram vendidos 36,6 mil unidades.

Em termos financeiros, o setor movimentou em 2019 um VGV (valor geral de vendas) total de R$ 22,3 bilhões, elevação de 44% sobre um ano antes, conforme valores atualizados pelo INCC-DI (Índice Nacional de Custo da Construção) de dezembro de 2019. O resultado ficou 17,9% acima da média histórica do balanço.

Os imóveis mais comercializados foram os de 2 dormitórios, com 60% do total, seguidos pelos de 1 quarto (23%). Em relação ao tamanho, 63% das vendas foram de apartamentos com menos de 45m².

Por faixa de valor, a preferência foi por unidades com preço de até R$ 240 mil, com 47% das aquisições. Depois, figuraram os apartamentos entre R$ 240 mil e R$ 500 mil, com 26%. Os imóveis econômicos tiveram participação de 45% das vendas no ano passado, somando 11.203 unidades.

A zona sul foi a região da cidade com maior volume de comercializações, com 33% do total, seguida pelas zonas leste (28%), oeste (21%), norte (13%) e central (6%).

Lançamentos

Dados da a Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio) apontam que foram lançados em São Paulo 55,5 mil imóveis residenciais em 2019, uma progressão de 49,6%. Os novos empreendimentos atingiram um VGL (valor geral lançado) de R$ 27,9 bilhões no intervalo, um aumento de 47%. O saldo ficou 29,2% acima da média histórica da pesquisa (R$ 21,6 bilhões).

Do total de unidades lançadas, 55% foram de 2 dormitórios e 28% de 1 quarto. Em relação ao tamanho, a grande maioria (66%) teve área útil de até 45m², os chamados apartamentos compactos.

De acordo com o sindicato, esse expressivo crescimento de novas ofertas de unidades menores se deve, principalmente, pelo aumento dos lançamentos de unidades econômicas e compactas, com destaque para as regiões periféricas da cidade.

“Esse percentual de 66% de imóveis com menos de 45m² está muito acima da média histórica, que é de 25%”, observa Basilio Jafet, presidente do Secovi-SP. O executivo completa que essa predominância de produtos com as mesmas tipologias pode trazer riscos futuros, além de limitar a escolha do consumidor.

O balanço também aponta que mais da metade (51%) dos lançamentos em 2019 foram de imóveis com preço de até R$ 240 mil. Do total de unidades lançadas no período, 49% foram do segmento imóveis populares enquadrados no programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), com 27.224 apartamentos.

A zona sul também foi destaque nos lançamentos, com 36%, superando as zonas leste (28%), oeste (21%), norte (9%) e central (6%).

Por distritos, Santo Amaro foi o de maior concentração de lançamentos, com 4.151 unidades, seguido por Sacomã (3.170 apartamentos), Vila Mariana (2.653 imóveis), Tatuapé (1.825 residenciais) e Itaim Bibi (1.766 unidades).

Ofertas

A capital paulista 2019 com a oferta de 34 mil imóveis novos disponíveis para venda, um acréscimo de 52,4% sobre um ano antes. A disponibilidade é composta por unidades na planta, em construção e prontos (estoque), lançados nos últimos 36 meses.

Perspectivas

O Secovi-SP destaca que o setor imobiliário aguarda com expectativa o andamento da Reforma Tributária e o seu atendimento às especificidades do setor, cuja atividade é de longo prazo, tem alto valor agregado, riscos de operação e exige previsibilidade.

Para 2020, a expectativa é de que o mercado repita o bom desempenho de lançamentos e vendas de 2019, com crescimento de 10% em termos de VGV.

 

Informações: www.secovi.com.br