Acesse as melhores dicas
e informações do mercado
Rio de Janeiro Leblon Mercado - Postada em: 11/10/2019

Mercado no Rio registra alta de 13% em 8 meses

Foram vendidos no período 30.698 imóveis novos. Lançamentos tiveram melhor resultado do últimos 5 anos

 

O mercado imobiliário do Rio de Janeiro vive um bom momento. Nos oito primeiros meses do ano, as vendas de imóveis residenciais novos na capital fluminense evoluíram 13% sobre idêntico intervalo de 2018, alcançando 30.698 unidades. É o que aponta recente pesquisa divulgada pelo Secovi-Rio (Sindicato da Habitação do Rio de Janeiro).

Aspectos recentes, como os juros baixos cobrados no crédito imobiliário e a competição entre os principais agentes financeiros no segmento aqueceram as comercializações no Rio.

Outro dado positivo foi o grande volume de lançamentos, tendo o maior índice dos últimos cinco anos. De janeiro a agosto, foram lançados 10.489 imóveis residenciais.

Para o sindicato, a retomada da confiança dos incorporadores e das construtoras, além do novo Código de Obras e Edificações do Rio (sancionado no início do ano) – que promoveu mudanças como a redução a área mínima útil de apartamentos para 25 metros quadrados em determinadas regiões da cidade –, contribuíram para o aumento dos lançamentos.

Apesar da forte demanda, com o crescimento nas comercializações, a oferta de imóveis novo continua alta na metrópole carioca. No encerramento de agosto, a cidade apurou 78.411 unidades à espera de compradores, índice mais que o dobro (+115%) do registrado três anos antes.

Valores

O vice-presidente do Secovi-Rio, Leonardo Schneider, destaca que, embora o preço médio dos imóveis apresentou baixa nos últimos três anos, acabou se mantendo estável nesse ano. Na análise do executivo, isso é o primeiro indicativo de uma melhora discreta frente à grande crise que o mercado imobiliário do Rio viveu a partir de 2015.

Já em relação às locações, o preço médio chegou a R$ 29,71/m²/mês em agosto, o menor nível dos últimos sete anos. No encerramento do oitavo mês do ano, a cidade reportou 12.112 unidades residenciais disponíveis para serem alugadas.

Schneider destaca que a alta nos valores dos condomínios e do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) pressionaram muitos proprietários a baixarem o valor do aluguel para evitarem que seus imóveis ficassem desocupados. Para se ter ideia, segundo o executivo, o gasto com taxa condominial corresponde a 33,4% da locação em média. Essa proporção era de 16,1% em 2012, de acordo com dados da entidade.

 

Informações: www.secovirio.com.br