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Rio Leblon Offices - Postada em: 12/01/2018

Setor de escritórios manteve-se resistente em 2017 no Rio

No período, a metrópole carioca teve terceira maior área ocupada da história

 

No ano passado, 153 mil m² de imóveis comerciais de alto padrão foram ocupados no estado do Rio de Janeiro. Mesmo que 22% menor que no ano anterior, o mercado fluminense teve um forte número de absorção frente a um ritmo desacelerado desde 2013. É o que aponta o mais recente estudo “First Look – Escritórios de alto padrão” da consultoria JLL.

As razões para esse movimento, segundo a análise do relatório, são a alta disponibilidade de um estoque de qualidade e valores de locação bem mais baixos. Com essas condições de mercado, muitos ocupantes fizeram o movimento de flight-to-quality, conseguindo também o flight-to-price.

Os 133 mil m² devolvidos no primeiro trimestre de 2017 foram determinantes para o saldo negativo da absorção líquida (diferença entre ocupações e devoluções) de -73 mil m². No ano passado, o Centro de Mídia dos Jogos Olímpicos impactou a região da Barra da Tijuca, retornando os dois edifícios que ocupavam inteiramente vagos ao mercado. Os escândalos político-econômicos também balançaram a região do Centro, onde a Petrobrás desocupou 55 mil m².

No último trimestre de 2017, a absorção bruta (ocupações em geral) alcançou 43 mil m² no mercado fluminense, o maior volume trimestral do ano passado. As áreas ocupadas concentraram-se principalmente nos edifícios de classe A, localizados na região central do Rio de Janeiro.

Outros dados

De outubro a dezembro do ano passado, não houve entregas de novos escritórios. Já a taxa de vacância (percentual de espaços vagos em relação ao volume de unidades existentes) recuou lvemente 0,6 ponto percentual frente aos três meses anteriores, para 36,8%. A diferença entre os espaços ocupados e devolvidos foi positiva em 6,7 mil m², fator importante nessa redução.

Já os valores de locação seguem caindo na cidade, influenciados pela alta disponibilidade de estoque. Pela primeira vez no ano, a maior redução de preço deu-se nos edifícios de classe A (-3,61%), enquanto a classe AA apontou variação de -0,96%, ambos em R$ 85/m²/mês.

A zona sul foi a única região a apresentar aumento no valor de locação. A mudança ocorreu devido a alteração de preço de um edifício na região que é mais demandada

2018

Apesar da desaceleração significativa das entregas previstas, ainda é necessário um movimento grande em novas ocupações para reverter a vacância e o consequente processo de queda nos valores de locação.

Uma recuperação discreta poderá ocorrer em 2018, mantendo o mercado ainda distante de neutralização, com condições comerciais equilibradas para ocupantes e proprietários. Para esse ano, a entrega esperada é de 26 mil m², com três edifícios.

 

Informações: www.jll.com.br