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condominios mercado Parque da Aclimacao_RNI Arvo Lacerda Franco Mercado - Postada em: 13/06/2018

Vendas de imóveis novos comprovam bom comportamento em abril

Na cidade de SP, foram comercializadas 1.802 unidades residenciais. Lançamentos também foram maiores que um ano antes

 

A Pesquisa do Mercado Imobiliário, realizada pelo Departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), apurou que em abril, a capital paulista registrou 1.802 imóveis residenciais novos comercializados, o que representou um incremento de 48,7% sobre o mesmo mês de 2017. Já em relação a março, as transações ficaram 31% menores.

Com o resultado, nos últimos 12 meses até abril, as vendas de imóveis novos acumularam 27.319 unidades, uma progressão de 70,8% sobre o intervalo precedente (até abril do ano passado).

Na avaliação do sindicato, a conjuntura do mês de abril inclui alguns aspectos importantes para o setor imobiliário, como a expressiva elevação dos postos de trabalho na construção civil – 37.324 contratações de janeiro a abril –, invertendo a tendência de queda registrada durante quatro anos consecutivos.

“Vale destacar que a atividade de construção de novas edificações foi a principal responsável pela reação no nível de emprego do setor, o que é bastante positivo”, diz Celso Petrucci, economista-chefe da entidade. O executivo acrescenta que, entre os fatores relevantes do mês a adoção, pelos bancos, de taxas de juros mais baixas nos financiamentos imobiliários.

O ritmo de comercialização de novas unidades nos primeiros quatro meses do ano continua positivo, com 7.555 unidades vendidas. “Esse foi o melhor resultado do quadrimestre dos últimos cinco anos”, ressalta Flávio Prando, vice-presidente de intermediação imobiliária e marketing do Secovi-SP.

VGV e VSO

Em termos financeiros, as vendas de novos imóveis perfizeram no quarto mês do ano um VGV (valor geral de vendas) de R$ 844,3 milhões, um crescimento de 14,4% sobre um ano antes e montante 28,2% inferior a março, conforme atualização pelo o INCC-DI (Índice Nacional de Custo da Construção) de abril de 2018.

A velocidade de comercializações medida pelo VSO (vendas sobre oferta) chegou a 9,0% em abril, um aumento frente a um ano antes (5,1%) e oscilação abaixo de março (11,9%). Já em 12 meses, o VSO chegou a 51,4%, representando variação positiva de 3,8% em relação à etapa até março e de 42,1% sobre o período até um ano antes.

“O resultado está relacionado, principalmente, ao bom desempenho de comercialização de imóveis econômicos. Porém, os produtos com maior valor agregado, destinados à classe média alta e alta, também começarem a influenciar o indicador”, afirma Prando.

Procura

Quase quatro quintos (78,2%) dos paulistanos que compraram imóveis novos no mês de abril preferiu apartamentos de 2 apartamentos, com 1.410 unidades. Em seguida, ficaram os segmentos de 3 quartos (173 residenciais e participação de 9,6%), 1 dormitórios (154 unidades e fatia de 8,6%) e 4 ou mais cômodos (65 espaços e 3,6%).

Os apartamentos menores, com área privativa de até 45m², lideraram as comercializações em abril, com 1.011 residenciais (56,1% do total). Um pouco mais da metade (53,0%) das unidades adquiridas na metrópole teve preço médio de até R$ 240 mil, com 955 unidades.

Lançamentos

Assim como as vendas, os lançamentos em abril ultrapassaram a performance do mesmo mês de 2017, mas ficaram abaixo da apuração de março. Dados da a Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio) indicam que as construtoras e incorporadoras lançaram em São Paulo 1.181 unidades residenciais, um salto de 11,6% sobre um ano antes e quantidade 6,7% menor que o mês anterior.

Em 12 meses, foram lançados 31.299 imóveis na Capital, um avanço de 53,5% sobre o período precedente.

No mês de abril, os apartamentos de 2 dormitórios concentraram praticamente quatro quintos (79,8%) dos lançamentos, com 942 residenciais, seguidos pelos de 3 quartos (212 imóveis e participação de 17,9%), de 1 dormitório (15 unidades e 1,3%) e de 4 ou mais quartos (12 espaços e 1,0%).

Do total de imóveis lançados em abril, metade (50,1%) tiveram área útil de 45m² a 65m², com 592 apartamentos. Já 46,7% das unidades lançadas custaram na faixa de R$ 240 mil a R$ 500 mil, com 552 residenciais.

Oferta

No acumulado do primeiro quadrimestre, os lançamentos acumularam 3.536 residenciais, o que equivale a 46,8% do total comercializado no mesmo intervalo. Dessa forma, houve redução na oferta disponível de unidades não vendidas na cidade de São Paulo, encerrando o mês de abril com 18.313 imóveis novos disponíveis para comercialização. O resultado correspondeu a uma queda de 5,1% ante março e um declive de 18,7% frente ao quarto mês do ano passado.

A pesquisa considera como oferta as unidades na planta, em construção e prontas lançadas nos últimos 36 até abril.

Perspectivas

Para os próximos meses, renovam-se as expectativas com relação ao mercado, que deverá ser impactado positivamente por recentes medidas. “Algumas decisões podem dar vigor ao mercado imobiliário, como a calibragem da Lei de Zoneamento de São Paulo e a retomada da aprovação de projetos após a derrubada, pelo Tribunal de Justiça, da liminar que impedia o uso do ‘direito de protocolo’ na Capital”, diz Emilio Kallas, vice-presidente de incorporação imobiliária e terrenos urbanos do sindicato-SP.

Outra importante medida, que contribui para melhorar o ambiente de negócios, foi a aprovação, pelo plenário da Câmara dos Deputados, no último dia 6 de junho, do Projeto de Lei 1.220/2015, que disciplina os distratos (rescisão unilateral de contrato de compra e venda).

“O texto aprovado procurou conciliar a segurança jurídica ao mercado com os direitos dos consumidores, o que é bastante positivo”, destaca o presidente da entidade, Flavio Amary. “O Secovi-SP atuou intensamente em busca de regulamentação para a questão, porque defende a atividade imobiliária, que gera emprego, e o comprador de boa-fé”, complementa o executivo, lembrando que o texto segue agora para aprovação no Senado e, em seguida, para sanção presidencial.

 

Informações: www.secovi.com.br

Texto por Luciano Emiliano