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No país, o aluguel residencial custou em média R$ 28,65/m2/mês, uma valorização de 0,47% no primeiro semestre, bem abaixo da inflação oficial no período (+1,18%) Mercado - Postada em: 13/09/2017

Vendas de imóveis novos crescem 49,5% em julho

Na capital paulista foram comercializadas 1.238 unidades residenciais no período. Destaque para os apartamentos de 1 e 2 dormitórios

 

A Pesquisa do Mercado Imobiliário, realizada pelo Departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), apurou em julho na cidade de São Paulo as vendas de 1.238 imóveis residenciais novos. Apesar de 33,2% inferior ao total comercializado em junho, o volume ficou 49,5% acima do resultado de julho de 2016.

Com o resultado, as vendas acumularam na metrópole 9.126 unidades comercializadas nos sete primeiros meses do ano, um incremento de 13,8% sobre idêntico intervalo do ano passado. No acumulado de 12 meses até julho, foram negociados 17.274 apartamentos na capital paulista.

Em termos financeiros, os imóveis novos vendidos em julho registraram um VGV (valor geral de vendas) de R$ 589,2 milhões, uma elevação de 29,3% sobre um ano antes e um declive de 44,1% frente ao mês anterior, conforme atualização pelo INCC-DI (Índice Nacional de Custo da Construção) de julho de 2017.

A velocidade das vendas aferida pelo VSO (vendas sobre oferta) chegou a 5,7% em julho, um avanço sobre um ano antes (3,3%) e uma regressão ante junho (8,1%). Em 12 meses, o VSO ficou em 39,1%, oscilação 2,7% superior ao período precedente até junho e 2,2% maior que a etapa até julho de 2016.

Preferências

Os apartamentos de 2 dormitórios mantiveram a soberania na procura em julho, com 567 comercializações (45,8% do total). Logo em seguida, figuraram os segmentos de 1 quarto (463 vendas e participação de 37,4%), 3 dormitórios (190 espaços e fatia de 15,3%) e 4 ou mais cômodos (18 residenciais e 1,5%).

A maioria (53,6%) de quem comprou imóveis novos em São Paulo optou por apartamentos menores em julho, com área de até 45m², com 664 unidades. Já 42,6% das comercializações foram de residenciais com preço médio de R$ 240 mil a R$ 500 mil, com 527 unidades, seguidos pelos de tíquete de até R$ 240 mil (29,4% de participação e 364 residenciais).

Lançamentos

Dados da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio) indicam que em julho foram lançados 1.089 imóveis residenciais na capital paulista, índice 27,5% menor que o mês anterior e 4,6% abaixo de um ano antes. Em 12 meses, os lançamentos alcançaram a marca de 19.921 unidades.

Os apartamentos de 1 dormitório foram o destaque absoluto nos lançamentos em julho, com 476 residenciais (43,7% de participação). Em seguida, figuraram os segmentos de 2 quartos (351 imóveis e fatia de 32,2%) e 3 dormitórios (262 espaços e 24,1%). Não houve lançamentos de unidades de 4 ou mais quartos.

Assim como nas vendas, os apartamentos menores concentraram o maior volume de lançamentos em julho, com quase a metade (45,8%) do total, somando 499 imóveis. Grande parte (48,1%) dos residenciais lançados custaram na faixa entre R$ 240 mil e R$ 500 mil, com 524 espaços.

Ofertas

O mercado paulistano concluiu julho com uma oferta de 20.591 imóveis residenciais novos para venda, um declive de 16,4% frente a um ano antes e recuo de 2,1% ante junho.

A pesquisa considera como estoque os imóveis na planta, em construção e prontos lançados nos últimos 36 meses até o mês de referência, no caso julho.

Grande SP

Nos 38 municípios que compõem a Região Metropolitana (RMSP), exceto à capital paulista, as vendas totalizaram em julho 234 imóveis novos, uma baixa de 51,5% face um ano antes e recuo de 38,9% frente ao mês anterior. No acumulado dos sete meses iniciais do ano, foram comercializadas 2.714 unidades, uma queda de 50,5% em relação à mesma etapa de 2016.

Os imóveis negociados nas cidades vizinhas durante o sétimo mês do ano movimentaram um VGV de R$ 105,9 milhões, um decréscimo de 38,7% ante um ano antes e uma redução de 49,4% em comparação ao mês anterior, conforme correpção pelo INCC-DI de julho de 2017.

O VSO nos municípios do entorno da Capital ficou em 2,3%, variação menor que o mês anterior (3,7%) e que julho do ano passado (3,3%). Em 12 meses, o VSO chegou a 30,9%, o que representou uma diminuição de 31,9% frente ao período até junho.

Segundo a Embraesp, os lançamentos nas cidades vizinhas atingiram 401 imóveis residenciais, uma retração de 30% comparado com um ano antes e recuo de 14,7% face junho. A maioria das unidades lançadas foram de 2 dormitórios, com 263 espaços (65,6% do total).

Os municípios do entorno da Capital encerraram julho com 10.006 unidades disponíveis para venda, um crescimento de 1,3% em relação a junho.

Conclusão

As vendas no mês de julho registraram queda sazonal correspondente a 33,2% em relação a junho. Essa variação acontece, frequentemente, nos períodos de férias ou de feriados prolongados. “A boa notícia é que as vendas de julho superaram em 49,5% as vendas de julho de 2016”, diz Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.

No acumulado de sete meses, o desempenho do mercado imobiliário da cidade de São Paulo continuou apresentando melhora em relação ao ano passado, com crescimento de 13,8% na comercialização e 7,9% nos lançamentos. “Esse comportamento demonstra, mês a mês, sinais de que o setor começa a virar a página e a deixar 2016 para trás”, afirma.

O sindicato ressalta que o crescimento monetário é maior do que em volume de unidades, já que, nesse ano, foram comercializados R$ 5,1 bilhões, com alta de 16,7% frente aos R$ 4,4 bilhões vendidos no mesmo período do ano passado, considerando todos os valores corrigidos pelo INCC-DI.

Historicamente, as vendas do segundo semestre são 20% superiores aos primeiros seis meses do ano, o que permite prever que o mercado reúne condições de encerrar 2017 com crescimento.

“A pesquisa apontou, também, que as vendas superaram os lançamentos em aproximadamente 1,5 mil unidades no acumulado do ano, um sinal positivo, mas que, no decorrer do tempo, pode impactar na oferta de imóveis na cidade de São Paulo”, observa o vicepresidente de intermediação imobiliária e marketing da entidade, Flavio Prando.

 

Informações: www.secovi.com.br